
Aslan, o Leão, se entrega voluntariamente em sacrifício para salvar a vida de seus companheiros. Após sofrer torturas e ter sua juba raspada, simbolizando a queda de sua realeza, ele é morto, mas ressuscita, ainda mais poderoso, para a batalha final contra as forças do mal.
Harry Potter é apenas um bebê quando Voldemort, o mago das trevas, toma conhecimento de uma profecia em que um garoto nascido há pouco tempo seria, no futuro, o responsável por sua derrocada. Dessa forma, ele decide matar bebês bruxos cujas características se enquadrariam na previsão nefasta. Ele falha em seu intento e o garoto cumpre seu destino exterminando o domínio do Lorde das Trevas ao atingir a idade adulta.
Gandalf, o mago cinzento, é o líder da Sociedade do Anel e se sacrifica para que seus companheiros de viagem possam seguir em frente e terminar a tarefa a eles designada. Mais tarde, ele retorna do além-túmulo em esplendor, passando a ser chamado de O Mago Branco, cuja liderança encoraja os povos da Terra-Média a derrotar as forças de Sauron, um ser maligno que vive numa terra escura e repleta de chamas e criaturas deformadas e decadentes, tal qual o inferno descrito por Dante n’A Divina Comédia.
Anakin Skywalker é uma criança muito especial. Encontrado ao acaso, em um planeta pobre, na condição de escravo, ele é portador da Força; uma energia mística que permeia o universo; em quantidade tão elevada como nenhum outro ser vivo antes dele. A conclusão do mestre que o encontra é de que se trata do Escolhido, aquele que trará equilíbrio entre os lados claro e escuro da Força, visto que o jovem é fruto de uma gravidez sem pai, gerado apenas pela conjunção de energias do universo ao qual está destinado a libertar.
Você poderia dizer qual a semelhança entre estas sinopses de famosas obras da literatura e do cinema de fantasia?
Se você disse Jesus Cristo, meus parabéns!
Sim, Aslan, de As Crônicas de Nárnia, e Gandalf de O Senhor dos Anéis, se entregam voluntariamente ao sacrifício para proteger aqueles que amam, tal qual fez Jesus ao se deixar capturar e ser levado à crucificação. A exemplo do Messias, Aslan e Gandalf são recompensados por seu ato de desprendimento com uma nova vida, uma ressurreição com poderes ainda maiores do que antes.
A premissa de Harry Potter guarda semelhança muito íntima com os primeiros dias de vida de Jesus, quando o rei Herodes, sabendo que viera ao mundo aquele que libertaria o povo da tirania, ordena que sejam mortos todas as crianças com menos de 2 anos de idade. Como se sabe, a família de Jesus foge a tempo para o Egito evitando a tragédia e garantindo a sobrevivência daquele que viria a ser chamado de Rei dos Judeus.
Em Star Wars, a semelhança mais óbvia está no fato de que Anakin é fruto de uma gravidez sem pai, concebido por forças superiores, além da compreensão humana. Além disso, no entanto, ele foi encontrado e reconhecido como O Escolhido, (messias?), por um mestre extremamente respeitado entre seu povo, o jedi Qui-Gon Jinn, que corresponde à descrição, ainda que superficial de João Batista no caso de Jesus.
São inúmeros os exemplos que podemos encontrar na literatura, no cinema e em todas as demais formas de expressão artística, que nos remetem à história de Jesus Cristo e aos pilares do cristianismo. Muitas vezes essa alusão é uma homenagem declarada, como no caso das Crônicas de Nárnia, do inglês C.S. Lewis, um católico fervoroso. Outras vezes, é preciso estar atento aos detalhes da trama e à construção da narrativa, para perceber que a fonte de inspiração para as bases de uma obra de ficção foi, na verdade, a história mais conhecida e difundida em todo o mundo, a qual vive latente no inconsciente coletivo, inclusive dos escritores e roteiristas, como se pode notar.
Por isso, quando pensar em criar uma nova história de fantasia medieval, um épico intergalático ou uma epopéia no mundo dos bruxos, verifique com cuidado se a sua história já não foi contada antes e se o seu protagonista não foi inspirado numa figura conhecida.



Reproduzo abaixo um e-mail que enviei para os Estúdios Mauricio de Sousa a respeito do uso de metalinguagem nas histórias da famosa Turma da Mônica.
Nas minhas andanças, ou naveganças (neologismo?), pela internet, tenho observado que muitas pessoas gostam de fazer listas do tipo "os dez melhores", sobre todo tipo de assunto.
Não é à toa que eu não acredito ser possível prever o futuro através de métodos esotéricos porque, se fazer isso usando lógica e o raciocínio já é quase impossível, imagine só ter que depender da boa vontade das energias cósmicas. É preciso ter uma conexão banda larga de 12 giga com o sobrenatural para poder chegar ao status de um Nostradamus.
Dizem que a gente vive a maior parte do tempo preso a lembranças do passado ou então imaginando como será o futuro. Ao momento presente dedicamos a menor parcela da nossa atenção.
Era uma vez um reino submarino onde existia muita alegria, diversão, calor, águas límpidas, mas também muita fome e violência. Esse lugar mágico era governado pelo Rei Molusco.



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